O grande destaque da programação de 2026 é o foco dedicado ao cineasta americano Alan Berliner, figura incontornável do documentário contemporâneo e mestre na construção de relatos autobiográficos através de uma montagem minuciosa de materiais de arquivo e home movies. Ao longo de sete sessões de cinema, o festival percorre a sua vasta obra multipremiada, desde títulos seminais como The Family Album (1986), Intimate Stranger (1991) e Nobody's Business (1996), até à sua produção mais recente, BENITA (2025). A presença de Berliner no Porto será ainda marcada por uma masterclass do cineasta, uma conversa conduzida pelo investigador Efrén Cuevas e a inauguração de uma videoinstalação na Rampa.
A 15.ª edição conta também com outros convidados de relevo internacional. A realizadora portuguesa Susana de Sousa Dias apresenta o filme Fordlandia Malaise e uma masterclass intitulada "Nos limites do visível e do audível", onde reflete sobre a interrogação de arquivos de poder. A investigadora e cineasta Alisa Lebow traz o filme Treyf (1998) e uma masterclass focada no "efeito de arquivo" no cinema de primeira pessoa. Por sua vez, Efrén Cuevas oferece uma reflexão teórica sobre as práticas contemporâneas de apropriação de filmes domésticos.
As sessões da secção competitiva mantêm a sua estrutura habitual, organizadas em torno de zonas temáticas: Vidas e Lugares (com enfoque em habitats e biografias), Memória e Arquivo (dedicada à apropriação poética de testemunhos) e Ligações (focada em dinâmicas interpessoais). Ainda na secção competitiva, inclui-se também uma sessão dedicada à Ficção & Animação e uma nova secção intitulada Fotografia em Movimento.
