Sessão Especial
Fordlandia Malaise
2019 | Portugal | 40 min
14:OUT 14h00—14h40
Batalha Centro de Cinema
Fordlandia Malaise é um filme sobre o presente e a memória de Fordlândia, uma company town fundada por Henry Ford na floresta amazónica, em 1928, com o objetivo de escapar ao monopólio britânico da borracha. Hoje, o que permanece das construções atesta a escala do fracasso deste empreendimento neo-colonial, que durou pouco mais de uma década.
Fordlândia é atualmente um espaço suspenso: entre os séculos XX e XXI, entre utopia e distopia, entre visibilidade e invisibilidade. Construções de aço, vidro e alvenaria permanecem ainda em uso, enquanto os modos de vida que antecederam a ocupação fordiana não deixaram marcas visíveis no território.
Embora Fordlândia seja conhecida devido ao curto período da presença da Fordiano, não se pode esquecer a história anterior e posterior a esses anos.
Ouvindo os habitantes, que rejeitam o rótulo de cidade-fantasma e reclamam o direito de escrever a sua própria história, Fordlandia Malaise articula imagens de arquivo, filmagens aéreas, testemunhos, narrativas, mitos e canções.
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Masterclass
Nos limites do visível e do audível
14:OUT 15h15—16h00 45'
Batalha Centro de Cinema
Partindo do trabalho de Susana de Sousa Dias com imagens de arquivo, esta masterclass propõe uma reflexão sobre formas cinematográficas capazes de interrogar e desmontar os regimes de visibilidade nelas inscritos.
Dos arquivos escondidos, interditos ou esquecidos, passámos para um presente marcado pela circulação acelerada e pela proliferação de imagens cuja origem e autenticidade se tornam cada vez mais instáveis. A partir dos filmes 48 e Fordlandia Malaise, serão analisados diferentes modos de trabalho com imagens de arquivo e testemunhos, procurando revelar não apenas aquilo que mostram, mas também o que ocultam, excluem ou deixam nos limites do visível e do audível.
É neste campo que a inteligência artificial introduz uma nova tensão. O que acontece quando uma tecnologia orientada para reparar, completar e tornar tudo visível entra num campo em que as imperfeições e ausências constituem precisamente a matéria histórica e política das imagens e dos sons?
Inscrição Masterclass