Com o seu tradicional enfoque nas paisagens familiares e no cruzamento entre a intimidade e o olhar etnográfico, o festival organiza-se, uma vez mais, segundo três zonas temáticas: Vidas e Lugares (com enfoque no registo voyeurístico, biográfico ou documental de habitats e quotidianos), Memória e Arquivo (dedicada a olhares criativos a partir de testemunhos e found footage) e Ligações (centrada nas dinâmicas interpessoais e comunitárias). Como sempre, reserva-se também um espaço ao género da ficção, com uma seleção competitiva de curtas metragens internacionais.
Provenientes das mais diversas nacionalidades, os filmes em competição estendem-se da curta-metragem à longa-metragem, do documentário ao experimental, da dimensão sensológica à crítica social, do registo intimista do “home-movie” às paisagens temáticas e etnográficas.
Daniel Blaufuks será o artista convidado desta 7ª edição. Com uma obra visual versada sobre a relação entre o público e o privado, entre a memória coletiva e a memória individual, Blaufuks traz-nos uma seleção de quatro filmes experimentais que serão apresentados pelo autor nas duas últimas noites do festival: “Sob Céus Estranhos” (2002), “The Absence” (2009), “Carpe Diem” (2010) e “Como Se” (2014).
Destaque ainda para a estreia no Porto da longa-metragem “Marias da Sé”, de Filipe Martins, um filme híbrido entre o documentário e a ficção, protagonizado pela comunidade local da Sé do Porto.
