BENITA é um retrato profundamente íntimo e assombrado que Alan Berliner dedica à cineasta nova-iorquina Benita Raphan, que pôs termo à própria vida em 2021. Ao longo da sua carreira, Benita realizou várias curtas-metragens notáveis, entre elas retratos de Emily Dickinson, John Nash e Buckminster Fuller. Sem concessões, lírico e profundamente comovente, Benita constitui um estudo sobre a mente de uma artista, oferecendo uma reflexão sensível sobre as intersecções entre criatividade, saúde mental, solidão e a extraordinária capacidade de resistência do ser humano.
BENITA Filme
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Alan Berliner
A extraordinária capacidade de Alan Berliner para conciliar cinema experimental, ambição artística e uma forte capacidade de comunicação com o público fez dele um dos mais reconhecidos cineastas independentes norte-americanos. O The New York Times descreveu a sua obra como «poderosa, envolvente e agridoce… repleta de conflitos e contradições, inovadora na linguagem cinematográfica e imprevisível nas suas estruturas… Alan Berliner demonstra o poder da arte para transformar a vida».
Em 2024, recebeu o Visionary Tribute Lifetime Achievement Award do DOC NYC, o maior e mais prestigiado festival de cinema documental dos Estados Unidos. Em 2025, foi distinguido com o Pennebaker Career Achievement Award no Hampton Doc Fest. Os seus documentários experimentais — BENITA (2025), Letter to the Editor (2019), First Cousin Once Removed (2013), Wide Awake (2006), The Sweetest Sound (2001), Nobody’s Business (1996), Intimate Stranger (1991) e The Family Album (1986) — foram exibidos e difundidos em todo o mundo, tendo recebido inúmeros prémios, distinções e retrospetivas em importantes festivais internacionais.
O Festival Internacional de Cinema de São Francisco descreveu-o como “o mais importante ensaísta cinematográfico norte-americano”. Já o Florida Film Festival apelidou-o de “o mestre contemporâneo do documentário autobiográfico”. Ao longo dos anos, os seus filmes tornaram-se obras de referência nos programas de ensino de documentário e história do cinema em universidades de todo o mundo, integrando igualmente as coleções permanentes de numerosas cinematecas, festivais, bibliotecas, instituições de ensino e museus. Toda a sua filmografia faz parte da coleção permanente do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova Iorque.

Rosenblatt é bolseiro das fundações Guggenheim, USA Artists e Rockefeller. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde 2002, tendo integrado o Comité Executivo da secção de Documentário durante doze anos.
Natural de Nova Iorque, vive há muitos anos em São Francisco. Entre 1989 e 2010, lecionou produção de cinema e vídeo em várias escolas da Bay Area, incluindo a Universidade de Stanford, a San Francisco State University e o San Francisco Art Institute. Durante 15 anos, foi Diretor de Programação do Jewish Film Institute (responsável pelo Festival de Cinema Judaico de São Francisco). Tem um Mestrado em Psicologia da Aconselhamento e, numa vida anterior, trabalhou como terapeuta.
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