Em Nobody’s Business, Alan Berliner toma o seu pai, um homem reservado e relutante em expor-se, como protagonista de um comovente e subtil retrato sobre a história familiar e a memória. O resultado é uma biografia profundamente cinematográfica que encontra tanto humor como emoção no turbilhão de conflitos e afetos que unem pai e filho. Este complexo retrato torna-se, por fim, um encontro entre duas formas de pensar e de recordar: um lugar onde o passado se cruza com o presente, onde gerações entram em confronto e onde os limites da vida familiar são continuamente postos à prova, distendidos, rasgados e, por vezes, também reparados.
Nobody’s Business Filme
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Alan Berliner
A extraordinária capacidade de Alan Berliner para conciliar cinema experimental, ambição artística e uma forte capacidade de comunicação com o público fez dele um dos mais reconhecidos cineastas independentes norte-americanos. O The New York Times descreveu a sua obra como «poderosa, envolvente e agridoce… repleta de conflitos e contradições, inovadora na linguagem cinematográfica e imprevisível nas suas estruturas… Alan Berliner demonstra o poder da arte para transformar a vida».
Em 2024, recebeu o Visionary Tribute Lifetime Achievement Award do DOC NYC, o maior e mais prestigiado festival de cinema documental dos Estados Unidos. Em 2025, foi distinguido com o Pennebaker Career Achievement Award no Hampton Doc Fest. Os seus documentários experimentais — BENITA (2025), Letter to the Editor (2019), First Cousin Once Removed (2013), Wide Awake (2006), The Sweetest Sound (2001), Nobody’s Business (1996), Intimate Stranger (1991) e The Family Album (1986) — foram exibidos e difundidos em todo o mundo, tendo recebido inúmeros prémios, distinções e retrospetivas em importantes festivais internacionais.
O Festival Internacional de Cinema de São Francisco descreveu-o como “o mais importante ensaísta cinematográfico norte-americano”. Já o Florida Film Festival apelidou-o de “o mestre contemporâneo do documentário autobiográfico”. Ao longo dos anos, os seus filmes tornaram-se obras de referência nos programas de ensino de documentário e história do cinema em universidades de todo o mundo, integrando igualmente as coleções permanentes de numerosas cinematecas, festivais, bibliotecas, instituições de ensino e museus. Toda a sua filmografia faz parte da coleção permanente do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova Iorque.

Rosenblatt é bolseiro das fundações Guggenheim, USA Artists e Rockefeller. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde 2002, tendo integrado o Comité Executivo da secção de Documentário durante doze anos.
Natural de Nova Iorque, vive há muitos anos em São Francisco. Entre 1989 e 2010, lecionou produção de cinema e vídeo em várias escolas da Bay Area, incluindo a Universidade de Stanford, a San Francisco State University e o San Francisco Art Institute. Durante 15 anos, foi Diretor de Programação do Jewish Film Institute (responsável pelo Festival de Cinema Judaico de São Francisco). Tem um Mestrado em Psicologia da Aconselhamento e, numa vida anterior, trabalhou como terapeuta.
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