Nos limites do visível e do audível Masterclass

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  • Susana de Sousa Dias
14:OUT 15h15–16h00 45'
Batalha Centro de Cinema

Partindo do trabalho de Susana de Sousa Dias com imagens de arquivo, esta masterclass propõe uma reflexão sobre formas cinematográficas capazes de interrogar e desmontar os regimes de visibilidade nelas inscritos.

Dos arquivos escondidos, interditos ou esquecidos, passámos para um presente marcado pela circulação acelerada e pela proliferação de imagens cuja origem e autenticidade se tornam cada vez mais instáveis. A partir dos filmes 48 e Fordlandia Malaise, serão analisados diferentes modos de trabalho com imagens de arquivo e testemunhos, procurando revelar não apenas aquilo que mostram, mas também o que ocultam, excluem ou deixam nos limites do visível e do audível.

É neste campo que a inteligência artificial introduz uma nova tensão. O que acontece quando uma tecnologia orientada para reparar, completar e tornar tudo visível entra num campo em que as imperfeições e ausências constituem precisamente a matéria histórica e política das imagens e dos sons?

 

Esta masterclass será conduzida em inglês e requer inscrição prévia através de formulário para garantir lugar. A entrada é gratuita, mas é necessário levantar bilhete.

 

Inscrição Masterclass 

Fordlandia Malaise (2019)
Susana de Sousa Dias

 

 

Susana de Sousa Dias

Artista e realizadora. O seu trabalho explora as relações entre história e memória, questionando arquivos, dispositivos de poder e condições contemporâneas de visibilidade e escuta. Entre os seus filmes destacam-se Natureza Morta (2005), 48 (2009, Grand Prix Cinéma du Réel e Prémio FIPRESCI, Dok Leipzig), Luz Obscura (2017), Fordlandia Malaise (2019) e Viagem ao Sol (2021, corealização Ansgar Schaefer). O seu trabalho estende-se à instalação, com obras como Natureza Morta | Stilleben (2010) e Porque é que mostramos as horas da luz e da escuridão no mesmo círculo? [Tentativa] (2024). Em 2025, foi Convidada de Honra do IDFA, onde estreou o seu mais recente filme, Fordlândia Panacea.  Em 2012, criou um coletivo feminino que dirigiu o Doclisboa durante duas edições, criando novas secções como Cinema de Urgência e Passagens (Documentário & Arte Contemporânea). É professora no departamento de Arte Multimédia na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.