Dezoito imagens para ver o tempo passar Exposição

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A manipulação do arquivo fotográfico familiar é o ponto de partida desta exposição, que reúne um vídeo e um políptico de reproduções fotográficas. A partir de uma única fotografia que apresenta o retrato de um conjunto de pessoas, possivelmente uma família, as obras articulam o recorte sobre reprodução fotográfica à busca por um trânsito entre realidade e ficção. No políptico, em uma sequência de dezoito reproduções, as figuras são recortadas de maneira acumulativa, aludindo a seu progressivo desaparecimento. O vídeo retoma essa mesma operação, tornando visível o processo de extirpação das figuras.

 

12:OUT  21H15  Inauguração

13-16 OUT  15H00-18H00  
Aro Estúdio

 

 

Clara de Cápua

Clara de Cápua (Jaú, 1984) é uma artista brasileira multidisciplinar e o seu trabalho desenvolve-se entre as artes cénicas e as artes visuais. Atualmente, reside em Portugal, onde desenvolve uma investigação de doutoramento na FBAUP, com o apoio financeiro da FCT (2024.00306.BD). É mestre em Artes (2010) e licenciada em Artes Cénicas (2005), ambos pela UNICAMP, Brasil. Trabalhou como atriz durante vários anos, participando em peças de teatro e num filme. Em 2017, passou a dedicar-se às artes visuais, sobretudo através do desenho, do vídeo e da intervenção sobre fotografia. Os seus temas de interesse giram em torno de processos de desaparecimento e da tensão entre presença e ausência na imagem.Realizou as exposições individuais Todos os rios são o mesmo rio / Allar ár eru sama áin (Akureyri, Islândia, 2025) e Desaparição (Porto, Portugal, 2024). Participou em diversas mostras e exposições coletivas, destacando-se a 8.ª Bienal Internacional de Arte de Espinho (Portugal, 2025), o Boreal Screendance Festival (Islândia, 2024), a Bienal de Arte Contemporânea da Maia (Portugal, 2023), a XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira (Portugal, 2022), o Paadmaan Video Event #2 (Irão, 2021), o 16.º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Guarulhos (Brasil, 2020/21), o XV SIMULTAN Festival (Roménia, 2020) e a III Mostra Diversa (Brasil, 2019). Entre 2019 e 2022, foi representada pela LONA Galeria (São Paulo, Brasil). Possui obras em coleções particulares, no acervo público do MDS – Museu da Diversidade Sexual e no Ar: Acervo Rotativo, ambos em São Paulo, Brasil. Participou em diversas residências artísticas internacionais, entre as quais ZSenne Art Lab (Bruxelas, Bélgica, 2023), Skammdegi AiR (Ólafsfjörður, Islândia, 2018/19) e Brashnar Creative Project (Escópia, Macedónia do Norte, 2017). Os seus vídeos foram exibidos no Brasil, na Alemanha, na Islândia, na Roménia, na Letónia, na Bélgica, em Portugal e no Irão.

Rosenblatt é bolseiro das fundações Guggenheim, USA Artists e Rockefeller. É membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde 2002, tendo integrado o Comité Executivo da secção de Documentário durante doze anos.

Natural de Nova Iorque, vive há muitos anos em São Francisco. Entre 1989 e 2010, lecionou produção de cinema e vídeo em várias escolas da Bay Area, incluindo a Universidade de Stanford, a San Francisco State University e o San Francisco Art Institute. Durante 15 anos, foi Diretor de Programação do Jewish Film Institute (responsável pelo Festival de Cinema Judaico de São Francisco). Tem um Mestrado em Psicologia da Aconselhamento e, numa vida anterior, trabalhou como terapeuta.

http://www.jayrosenblattfilms.com

http://www.sensesofcinema.com/jay-rosenblatt/