Danica, Dragica, Duška gira em torno de Zora, a deusa eslava da alvorada, cujo nome surge sob diferentes formas no folclore eslavo. Zora encarna simultaneamente uma identidade singular e plural: ora surge como uma única figura, ora como uma tríade de irmãs que representam o nascer do sol, o meio-dia e o pôr do sol — o passado, o presente e o futuro. Juntas, são as guardiãs do tempo. As três avós da artista dão o título à obra. Segundo a tradição, Zora habita o Palácio do Sol, de onde reina sobre o cosmos. Em tempos de guerra, acredita-se que baixa o seu véu para proteger os guerreiros sob a sua proteção. A obra coloca Zora como figura central, protetora das mulheres enquanto guerreiras contemporâneas e testemunha das suas vidas quotidianas.





















